• Mais de 40 mil moradores de Cotia tem conta de água com cobrança indevida

    Por em dezembro 21, 2017

    Consumidores penalizados pagaram, em média, 90% a mais do que deveriam, no período de racionamento de água em São Paulo.

    Durante o período da crise de racionamento de água em São Paulo, entre janeiro de 2015 e junho de 2016, cerca de 41 mil moradores de Cotia foram cobrados indevidamente na conta de água da Sabesp, segundo a startup Resgata, responsável por identificar erros nas cobranças.

    De acordo com a empresa, o erro na cobrança foi ocasionado por uma divergência entre o comunicado divulgado na época pela Arsesp e aplicado pela Sabesp e a deliberação 545/2015 publicada no Diário Oficial, que previa a cobrança da tarifa de contingência, uma multa para os consumidores que excedessem o consumo médio de água do ano anterior.

    Na época, a deliberação divulgada pela Arsesp no Diário Oficial previa que:
    Art. 2° – O usuário cujo consumo mensal ultrapasse a média de consumo mensal apurada, no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, fica sujeito à tarifa de contingência, correspondente a:
    I – 40% (quarenta por cento) de acréscimo sobre o valor da tarifa, aplicável à parte do consumo de água encanada que exceder até 20% (vinte por cento) da média; ou
    II – 100% (cem por cento) de acréscimo sobre o valor da tarifa, aplicável à parte do consumo de água encanada que exceder a mais de 20% (vinte por cento) da média.

    No entanto, o comunicado divulgado pela Arsesp pouco depois em seu site (link) e replicado pela Sabesp, foi diferente dos termos da deliberação. O comunicado divulgado afirmava que a multa seria “aplicável a quem exceder” e não “aplicável à parte do consumo de água encanada que exceder”. Com isso, os consumidores foram induzidos a pagar e acataram pagar multa em cima do valor total da mesma e não apenas sobre o valor excedente.

    A estimativa, segundo Rodrigo Link, sócio da Resgata, é que seis milhões de consumidores da grande São Paulo, incluindo clientes residenciais e estabelecimentos comerciais como clubes, academias, hotéis, escolas, bares entre outros, tenham sido impactados até o final do ano passado. Desse total, cerca de 41 mil são de Cotia.

    “A cobrança da Sabesp tomou como base o comunicado da Arsesp e não o que foi divulgado por ela no Diário Oficial. Nosso objetivo, agora, é ajudar os clientes que se sentirem lesados a reaver seus direitos”, detalha o executivo.

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