Há 21 dias publiquei no ‘Das Antigas’ algumas notícias do Jornal da Cidade, de 1982. A repercussão foi grande. Encontrei amigos e conhecidos nas ruas que pediram que eu continuasse com essa série e hoje vamos retornar no tempo e ver notícias de 1980 e 1982.
Estou aos poucos fotografando as edições dos jornais e vou aqui compartilhando com os leitores.
Para quem não se lembra, ou não é da época, o JC foi um importante veículo de comunicação de Cotia por mais de dez anos, desde sua primeira edição, em 1979.
Hoje separei notícias de algumas edições que achei interessantes. Espero que gostem e se alguém lembrar algum fato relacionado às matérias, pode comentar.
As duas primeiras fotos foram feitas pelo Cesar Tibúrcio, que também já foi conferir o arquivo do JC do Tarrachinha (as minhas são do arquivo do Torrezani).
A primeira é de 13 de junho de 1980 e aborda o incêndio do Supermercado Pedroso, da Praça da Matriz, ocorrido no dia 6. Foi um dia triste para a cidade que contava com o Pedroso e o Mont Serrat, únicos supermercados na época. O prejuízo foi grande, 25 milhões de cruzeiros, que sinceramente, não tenho a ideia de quanto seria na moeda vigente de hoje, o Real.
O fogo começou de manhã no depósito que ficava no fundo do mercado. Toda a área foi evacuada. Lembro-me de pessoas que aproveitaram da situação para saquear produtos.
Como não tínhamos bombeiros na época, a solução foi um caminhão pipa da prefeitura e um mutirão de pessoas que tentaram apagar o fogo.
Depois de algum tempo, com muita luta, a família Pedroso se recuperou do prejuízo, reformou o mercado e ele está lá servindo a população cotiana,como esse jornalista,que passa quase todos os dias comprar algo.
Dezessete dias depois foi a vez da indústria de brinquedos Genovesi pegar fogo. Foi em uma noite de segunda-feira, em 23 de junho de 1980. Recordo-me que estava em casa, na Vila São Francisco, o telefone tocou, era minha tia contando sobre o incêndio, que dava para ver da janela da lavanderia de casa. Corremos para lá, afinal de contas meu pai era ex funcionário e meu tio ainda era gerente. Foi triste. Vivi alguns momentos de minha infância dentro da Genovesi.
Vários departamentos foram consumidos pelo fogo. A empresa nunca mais foi a mesma. Anos depois veio à falência.
Um fato curioso nos dois casos foi a mobilização dos usuários de PX (rádio amador), que era muito ativo em Cotia. Foram eles que mobilizaram bombeiros e demais autoridades.
Mudando de assunto, a notícia abaixo lembra o lançamento de nosso amigo Luiz Silva, o Luizão, a candidato do PT para vereador. Luizão não foi eleito, mas agitou a campanha das eleições daquele ano de 1982. A matéria foi publicada no dia 13 de agosto.
Outra curiosidade, publicada em 24 de setembro de 1982, era o concurso promovido pelo saudoso Vespa, que era candidato e dava 50 mil cruzeiros para quem acertasse o número de votos que ele teria.
Uma notícia triste abalou Cotia na última semana de setembro de 1982. A morte de Darcy Bento Machado, o Tukita, ilustríssimo e sempre sorridente morador de Cotia.
Na mesma edição, do dia 1º de outubro de 1982, a página de esportes mostrava que o K’Vera ‘depenava’ o Sabiá em um jogo de futsal. O K’Vera era um time formado por amigos e deu muito trabalho às tradicionais equipes da época, como o Yamamoto, Rosencar e times de indústrias que disputavam os campeonatos e torneios da época. Hoje os ‘atletas’ estão todos barrigudos, alguns sem cabelo, mas guardam boas recordações e tem muitas histórias para contar.
Para encerrar, um anúncio do Coruja Toca Show (aliás, gostaria de fazer uma edição especial sobre o Coruja, mas tenho poucas fotos, se alguém puder ajudar, agradeço).
O Coruja nessa época já era uma casa noturna (foi só restaurante por anos), talvez a mais agitada de Cotia e era ponto de encontro de jovens, adultos e também aqueles que já tinham mais de 30.
No anúncio, vemos a dupla Paulinho e Brother, que animaram as noites de um monte de bares, restaurantes e festas por muitos anos. O Paulinho é considerado como um dos melhores guitarristas do Brasil e está na ativa, tocando por aí.
O Coruja ficou aberto por mais alguns anos. Depois fechou e reabriu mais um monte de vezes.
Publicações anteriores:
Cotia tremia com a pedreira da Gilíca
As notícias de Cotia há 30 anos
Praça Japonesa, elo entre Cotia e o Japão
No dia do pároco, ‘clics’ da Matriz
Da pedra de meteorito ao terminal
Os ginásios de esportes de Cotia
O Portão do Tino, Milico, Iasi...
O Atalaia dos tempos do Coruja
A garba elegância dos homens de Cotia
Cotia, uma minúscula Hollywood
Ambulâncias que salvaram vidas
Granja Carolina e o crescimento
Cotia das marchinhas, festivais, MPB e Metal
Roselândia, rosas de Cotia para o Brasil
Os 60 anos do Esporte Clube Cotiano
A bola rolava nos campos de Cotia
A imprensa cotiana ao longo dos tempos
Os desfiles de aniversário de Cotia
A sirene do frigorífico era o relógio do cotiano
Segurando o peão há quase 30 anos
Praça Joaquim Nunes há 31 anos
O circo e o parque deram lugar às lojas e bancos
E Cotia tinha Carnaval e Folia organizados
O futebol dos causos e curiosidades










Comentários
Assine o RSS dos comentários