• Enem 2017: tecnologia em peso para inibir fraudes  

    Por em outubro 11, 2017


    Depois de inúmeros erros e vazamento das provas nos últimos anos, o Enem está correndo atrás do prejuízo para abafar tanta polêmica. Novidades foram anunciadas para a prova deste ano. Duas novas tecnologias – os detectores de ponto eletrônico e a prova personalizada – farão parte da estrutura de segurança iniciada em 2016 quando colocaram detectores de metal nos banheiros. Aliás, neste ano haverá a ampliação do aluguel desses detectores, serão 67 mil, com custo de R$ 700 mil para o Governo Federal.

    De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) o número garante que será feita a vistoria dos participantes na entrada e na saída de todos os banheiros dos locais de prova. Na conta do governo, o Enem 2017 terá um detector de metal para cada 100 participantes. Em 2016, a relação era de 110 participantes por detector. O Enem 2017 teve 6.731.256 inscrições confirmadas, 22% a menos que em 2016, quando foram 8.627.371 inscrições confirmadas e 78 mil detectores adotados.

    Em caráter experimental os detectores de ponto eletrônico serão distribuídos em locais estratégicos, selecionados pela Polícia Federal a partir de um trabalho de inteligência que vem sendo preparado desde a aplicação do Enem 2016, a partir de informações do Inep e do Ministério da Educação (MEC). O novo aparelho é um receptor avançado de detecção de campo próximo, capaz de identificar a emissão de sinais em radiofrequência de WiFi, Bluetooth, celulares e transmissões ilegais.

    A prova personalizada, com os Cadernos de Questões identificados com nome e número de inscrição do participante, também inibe, significativamente, as tentativas de fraudes. Com o novo recurso, o participante não tem a opção de “mentir” sobre a cor da sua prova, uma vez que seu Cartão Resposta está vinculado ao Caderno de Questão personalizado.

     Atendimento destinado a participantes transexuais e travestis

    Mais de 300 pessoas se inscreveram no Enem usando nome social e deverão ser tratados pelo nome com o qual se identificam e não pelo que consta no documento de identidade. O atendimento é destinado a participantes transexuais e travestis – pessoas que se identificam e querem ser reconhecidas socialmente em consonância com sua identidade de gênero.

    Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estado com maior número de participantes que vão usar o nome social é São Paulo, com 72 pessoas. Em seguida aparece Minas Gerais, com 41 candidatos e Rio de Janeiro e Bahia, com 31 pessoas cada.

    O número de participantes que vão usar o nome social no Enem é menor que o do ano passado (407). O atendimento pelo nome social no Enem começou em 2014, quando 102 pessoas usaram o nome social durante a aplicação da prova. Em 2015 esse número passou para 278 e, em 2016, para 407.

    No entanto, o número geral de participantes do exame também caiu: de 8,6 milhões em 2016 para 6,7 milhões em 2017.

    Fonte: G1

     

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