• Diego Borba volta a escrever para o cotiatododia. Neste artigo: “Vida afetiva das pessoas com deficiência”

    Por em abril 11, 2017


    Para a maioria de nós ter uma vida afetiva, hoje em dia, é muito importante, pois quando um sentimento nasce dentro de um coração o mundo fica mais bonito de se viver. Isso não vale só para as pessoas que não tem deficiência, porque todos nós somos capazes de amar.

    Irei contar a vocês um pouco da minha experiência.

    Como todos sabem, sou deficiente físico, e aos meus 15 anos, já na escola, comecei a ver todos meus colegas com namorada e só eu que não tinha ninguém. Aquilo me deixava muito triste. Para mim nunca iria arrumar uma companhia. Chegava da escola e sempre chorava e reclamava dia e noite para minha mãe.

    Foram 5 anos de choro e reclamações. Até que um dia mandei um convite para uma menina no Facebook e começamos a conversar. Ela também tem uma deficiência (cadeiante).

    Conversamos durante um ano como amigos, até que em um certo dia pedi para namorar com ela. Foi assim que minha vida mudou completamente. Hoje, sei o que é amar e ser amado.

    Minha opinião

    Todos nós temos o direito de amar. Não importa se tem deficiência ou não, pois tem muitas pessoas sem deficiência que não conhecem o verdadeiro amor. Só querem brincar com os sentimentos uns dos outros.
    Eu sou muito feliz por ser esse homem que sou hoje. Muitos olharam para mim dizendo que nunca iria conseguir, mas aqui estou, irei completar 2 anos de namoro e com ela quero viver até o dia que Deus permitir, pois fazemos das nossas dificuldades uma superação.

    A verdadeira deficiência está no abandono dos sonhos e da vontade de viver. Está no descaso ao próximo. A DEFICIÊNCIA é aquilo que te prende por dentro, que engessa sua alma, sua fé.  Pois, ainda, que incapacitados de andar, todos somos livres para sonhar, para amar, para ajudar o próximo com uma palavra de afeto, um sorriso… Somos livres para voar nas asas da nossa imaginação!

    Nota da redação: A visão de alguém com paralisia cerebral. Diego Borba teve falta oxigenação no cérebro ao nascer e tem deficiência de mobilidade e de fala. Neste espaço, ele divide com a gente ensinamentos de vida, a partir de suas próprias experiências.

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