• Criado há 9 anos, Parque Tizo muda de nome e obra está parada

    Por em agosto 14, 2015


    Obra parada

    Quase pronto, obra parada

    Criado por um decreto do Governo de São Paulo em 2006, o Parque Tizo, hoje Parque Jequitibá, ainda é apenas um sonho dos moradores do entorno e uma promessa do Governador Geraldo Alckmin.

    Em uma área de 1,3 milhão m² de remanescentes da Mata Atlântica, o futuro parque na região do km 21 da Raposo Tavares, tem áreas em São Paulo, Osasco e Cotia (bairro do Gramado) e está bem próximo de Embu e Taboão da Serra, integrando a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo.

    Portão de entrada do Parque. Antes Tizo, agora Jequitibá

    Portão de entrada do Parque. Antes Tizo, agora Jequitibá

    Quase 9 anos se passaram. O parque onde antes era uma área da CDHU  (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e chegou a ser cogitado para abrigar o Ceasa, estava previsto inicialmente para 2007.

    Seis anos após a assinatura do decreto, em fevereiro de 2012, o governador, acompanhado do então secretário de meio ambiente Bruno Covas esteve no parque e assinou documento autorizando a contratação da obra. Covas plantou uma muda de Jequitibá- rosa  (e a partir daí o futuro parque mudou de  nome). “Não tenho dúvida de que será um point aqui da Região Metropolitana de São Paulo”, disse o secretário, na ocasião. As obras começaram em 2013, conforme a placa, já sendo encoberta pelo mato anuncia, com previsão de entrega para o  fim de 2014.

    Placa já sendo encoberta pelo mato, anuncia prazo de entrega

    Placa já sendo encoberta pelo mato, anuncia prazo de entrega

    Estrutura sendo coberta pelo mato

    Estrutura sendo coberta pelo mato

    Segundo o portal do Governo do Estado, o investimento previsto na implantação do parque é de R$ 34 milhões, embora a placa mais recente informa R$ 26 milhões. Ainda segundo o Portal do Estado “o Governo de São Paulo já investiu R$ 6,1 milhões, por meio de parceria entre Secretaria do Meio Ambiente – SMA e Secretaria de Habitação, via CDHU. Com isso, foi possível a preservação da área, construção de gradis e muros de cercamento, a contratação de levantamentos topográficos e de projetos executivos, a realização de trabalho social, a aquisição de equipamentos e a capacitação de vigilantes pela Polícia Ambiental.”

    Fechado

    Fechado

    Além de toda a infraestrutura que um parque precisa para receber visitantes, a obra inclui cerca de 3 mil m² de passarelas suspensas em madeira de reflorestamento, mirante, três portarias, centro de educação ambiental, parque infantil, anfiteatro ao ar livre, lanchonete,  administração, centro administrativo do viveiro, viveiro com galpões e área de produção de mudas, estacionamento e Praça do Encontro.

    A obra está parada. Nossa reportagem esteve na terça-feira (11) no local e não havia ninguém trabalhando por lá.

    Sonia Marques é jornalista, fundadora e diretora do cotiatododia
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